14 Doces Fatos Sobre o Açúcar Parte 1

 

Curiosidades sobre o açúcar parte 1O açúcar é um dos temperos mais onipresentes do mundo – tem sido uma cultura e mercadoria importante desde a antiguidade, e ainda é usado para dar sabor a alimentos em todo o mundo. Enquanto muitos de nós estão tentando reduzir o consumo de açúcar, ainda é uma parte inegavelmente importante da vida moderna. Então, se você tem ou não um dente doce, confira estes fatos sobre a história e a ciência do açúcar:

 

  1. AÇÚCAR FOI UMA VEZ CONSIDERADA UM ESPECIÁRIO, NÃO UM DOCENTE.

Quando o açúcar foi introduzido pela primeira vez na Inglaterra no século XII, ele foi agrupado com outras especiarias tropicais, como gengibre, canela e açafrão, e usado pelos muito ricos para temperar pratos salgados.

 

  1. FOI USADO COMO MEDICINA PARA OS SÉCULOS.

O uso do açúcar como remédio remonta pelo menos ao Iraque do século IX, onde foi combinado com frutas e especiarias para fazer xaropes, pós e infusões medicinais. Séculos depois, médicos britânicos prescreveram açúcar para curar várias doenças – um médico do século XVIII até sugeriu soprar açúcar em pó nos olhos para curar doenças e irritações nos olhos.

 

  1. A RELEVÂNCIA EUROPEIA DARIA ÀS ESCULTURAS GIGANTES DE AÇÚCAR CHAMADAS DE “SUJEITAS”.

Similar em consistência ao maçapão, as “sutilezas” foram esculpidas em diferentes formas e distribuídas em festas reais a partir do século XIII. Embora fossem visualmente impressionantes, não eram particularmente saborosos – o açúcar era misturado com uma variedade de nozes, pastas e gengivas, a fim de torná-lo mais maleável, dando-lhe uma consistência ligeiramente semelhante à argila.

 

  1. NA EUROPA, COMEÇOU COMO UM LUXO…

Inicialmente, o açúcar era tão raro e caro que somente os royalties podiam pagar – e em quantidades muito pequenas. No século XIII, por exemplo, o monarca britânico Henrique III tentou uma vez três quilos de açúcar, mas expressou dúvidas de que tanto açúcar poderia ser encontrado na Inglaterra.

 

5.… MAS PELO SÉCULO XIX, TINHA-SE UM PADRÃO DA DIETA DA CLASSE TRABALHADORA.

Em 1850, o consumo de açúcar da classe trabalhadora eclipsara o das classes mais abastadas. Quando o preço do açúcar caiu, as classes trabalhadoras começaram a usá-lo em uma variedade de produtos de panificação, mingaus e “pudins apressados” – assim chamados porque podiam ser preparados rapidamente e com facilidade. Talvez o mais importante, as classes trabalhadoras começaram a adicionar açúcar ao chá – uma tradição que, naturalmente, persiste até hoje.

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Os Doces Brasileiros

doces brasileiros tipicos

Os doces sempre estão presentes em nossa mesa e são paixão nacional.

Mas enquanto você preparava uma receita ou comia alguns doces, já imaginou qual seria o começo da história dele? Até aproximar ao seu sabor ou formato mais conhecido, algumas receitas passaram por várias adaptações e a sua criação pode ser muito mais antiga – e curiosa – do que imaginamos. Raul Lody, antropólogo e autor do livro “Caminhos do açúcar”, que expõe toda a biografia do ingrediente no mundo, explica como surgiram alguns tradicionais quitutes do Brasil.

Paçoca: “A paçoca seria um exemplar de farinha que passa por um processo, famoso a partir do amendoim, que teria como base uma receita de muitos anos dos povos típico do Brasil”, informa o antropólogo.

O nome de origem tupi significa “esmigalhar”, devido ao seu jeito de preparo e combinação dos ingredientes. Apesar de ser apreciada durante o ano todo, a paçoca é sem dúvida a favorita no mês de junho, quando ocorre as festas juninas em todos os cantos do país.

O Brigadeiro: A preparação de um dos doces mais apreciados do país “foi espalhado pelos espanhóis no século XVI, quando agregaram leite e açúcar ao cacau e frutas secas. O significado que resultou no quitute espanhol e na adaptação brasileira surgiram dos maias e astecas, que já usavam o cacau em seus preparos”

 

o brigadeiro gostoso

Contudo é o seu nome que traz uma curiosa história: sob a campanha eleitoral que aconteceu no Brasil no ano de 1945, o candidato Eduardo Gomes, que possuia a patente militar de Brigadeiro, era o aclamado entre as mulheres.

Em uma das festas de ingresso da sua candidatura, aquelas eleitoras que eram fiéis fizeram o doce para fundos

. O quitute se tornou um uma memória do candidato, ficando conhecido como “o doce do Brigadeiro” e, logo após, com a popularidade, passou a ser apelidado de brigadeiro.

Cocada: Como o próprio nome diz, seria um doce feito a partir do coco, fruta de origem asiática que se tornou brasileira e atualmente se encontra em muitos cardápios regionais. “A cocada é um doce conhecido do tabuleiro da baiana

Também, alguns estudos mencionam que o doce era preparado pelos escravos quando voltaram nas senzalas pela noite, eles ralavam o coco, adicionavam com açúcar e cozinhavam.

Pudim de tapioca: É uma receita tradicional do Norte e do Nordeste produzida a partir do açúcar e da tapioca.

O antropólogo argumenta que a tapioca é um produto inferior da mandioca, raiz nativa do Brasil com mais de 400 tipos cadastrados. “A mandioca tem vasto uso culinário e compõe um dos mais altos sistemas de alimentos do Brasil”, finaliza.

Os doces estão fortemente ligados com o progressão da nossa sociedade e por esse motivo tornaram-se um símbolo da culinária nacional.

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Curiosidades Sobre o Panetone

curiosidade panetone

Normalmente consumida na época do Natal, o panetone é um pão doce, recheado de frutas secas (uvas passas e frutas cristalizadas). Tem fragrância de baunilha. Sua densidade macia é resultado de um processo de fermentação simples.

A origem do panetone é um segredo. Existem muitas lendas sobre sua natividade, com uma descrição em comum: o Panetone tem procedência em Milão, na Itália.

Segundo uma das lendas, o panetone foi criado por um padeiro chamado Toni, que trabalhava em uma padaria Della Grazia, em Milão, na época de Ludovico, o Mouro (1452 – 1508). O pequeno padeiro, apaixonado pela filha do patrão, teria criado o pão doce para sensibilizar o pai de sua amada. Os fregueses começaram a pedir o “Pani de Toni”, que evoluiu para o “panattón” (vocábulo milanês), e posteriormente para “panettone” (italiano).

chocotoneUma outra lenda, o panetone foi criado na corte de Ludovico, o Mouro, na véspera do Natal, entre os anos de 1494-1500. Conta a lenda que o Natal era uma incrível festa celebrada com enormes banquetes. Em um dos Natais, a sobremesa que havia sido preparada queimou ao ser assada. Um dos empregados da cozinha, apelidado Antonio, havia preparado uma massa com restos de ingredientes, que gostaria levar para seu lar.

Sem nenhuma opção, ofereceu sua massa para satisfazer como sobremesa para a corte. Segundo a lenda, a sobremesa foi tão admirada que Ludovico perguntou qual o nome da iguaria. O adolescente Antonio, convocado para conferir a pergunta de Ludovico, falou que a sobremesa não tinha nome. Ludovico então resolveu chamá-la de “Pani de Toni”, dando origem ao nome.

Presentemente, o panetone é vendido em unidades, geralmente de 500 gramas. Nas últimas décadas, surgiram inúmeras variedades de recheios de panetone (Chocotone, Colomba Pascoal, Sorvetone, etc.).

Conheça a história do doce pé de moleque. Saiba Mais