Os Doces Brasileiros

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Os doces sempre estão presentes em nossa mesa e são paixão nacional.

Mas enquanto você preparava uma receita ou comia alguns doces, já imaginou qual seria o começo da história dele? Até aproximar ao seu sabor ou formato mais conhecido, algumas receitas passaram por várias adaptações e a sua criação pode ser muito mais antiga – e curiosa – do que imaginamos. Raul Lody, antropólogo e autor do livro “Caminhos do açúcar”, que expõe toda a biografia do ingrediente no mundo, explica como surgiram alguns tradicionais quitutes do Brasil.

Paçoca: “A paçoca seria um exemplar de farinha que passa por um processo, famoso a partir do amendoim, que teria como base uma receita de muitos anos dos povos típico do Brasil”, informa o antropólogo.

O nome de origem tupi significa “esmigalhar”, devido ao seu jeito de preparo e combinação dos ingredientes. Apesar de ser apreciada durante o ano todo, a paçoca é sem dúvida a favorita no mês de junho, quando ocorre as festas juninas em todos os cantos do país.

O Brigadeiro: A preparação de um dos doces mais apreciados do país “foi espalhado pelos espanhóis no século XVI, quando agregaram leite e açúcar ao cacau e frutas secas. O significado que resultou no quitute espanhol e na adaptação brasileira surgiram dos maias e astecas, que já usavam o cacau em seus preparos”

Contudo é o seu nome que traz uma curiosa história: sob a campanha eleitoral que aconteceu no Brasil no ano de 1945, o candidato Eduardo Gomes, que possuia a patente militar de Brigadeiro, era o aclamado entre as mulheres.

Em uma das festas de ingresso da sua candidatura, aquelas eleitoras que eram fiéis fizeram o doce para fundos

. O quitute se tornou um uma memória do candidato, ficando conhecido como “o doce do Brigadeiro” e, logo após, com a popularidade, passou a ser apelidado de brigadeiro.

Cocada: Como o próprio nome diz, seria um doce feito a partir do coco, fruta de origem asiática que se tornou brasileira e atualmente se encontra em muitos cardápios regionais. “A cocada é um doce conhecido do tabuleiro da baiana

Também, alguns estudos mencionam que o doce era preparado pelos escravos quando voltaram nas senzalas pela noite, eles ralavam o coco, adicionavam com açúcar e cozinhavam.

Pudim de tapioca: É uma receita tradicional do Norte e do Nordeste produzida a partir do açúcar e da tapioca.

O antropólogo argumenta que a tapioca é um produto inferior da mandioca, raiz nativa do Brasil com mais de 400 tipos cadastrados. “A mandioca tem vasto uso culinário e compõe um dos mais altos sistemas de alimentos do Brasil”, finaliza.

Os doces estão fortemente ligados com o progressão da nossa sociedade e por esse motivo tornaram-se um símbolo da culinária nacional.

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Curiosidades Sobre o Panetone

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Normalmente consumida na época do Natal, o panetone é um pão doce, recheado de frutas secas (uvas passas e frutas cristalizadas). Tem fragrância de baunilha. Sua densidade macia é resultado de um processo de fermentação simples.

A origem do panetone é um segredo. Existem muitas lendas sobre sua natividade, com uma descrição em comum: o Panetone tem procedência em Milão, na Itália.

Segundo uma das lendas, o panetone foi criado por um padeiro chamado Toni, que trabalhava em uma padaria Della Grazia, em Milão, na época de Ludovico, o Mouro (1452 – 1508). O pequeno padeiro, apaixonado pela filha do patrão, teria criado o pão doce para sensibilizar o pai de sua amada. Os fregueses começaram a pedir o “Pani de Toni”, que evoluiu para o “panattón” (vocábulo milanês), e posteriormente para “panettone” (italiano).

chocotoneUma outra lenda, o panetone foi criado na corte de Ludovico, o Mouro, na véspera do Natal, entre os anos de 1494-1500. Conta a lenda que o Natal era uma incrível festa celebrada com enormes banquetes. Em um dos Natais, a sobremesa que havia sido preparada queimou ao ser assada. Um dos empregados da cozinha, apelidado Antonio, havia preparado uma massa com restos de ingredientes, que gostaria levar para seu lar.

Sem nenhuma opção, ofereceu sua massa para satisfazer como sobremesa para a corte. Segundo a lenda, a sobremesa foi tão admirada que Ludovico perguntou qual o nome da iguaria. O adolescente Antonio, convocado para conferir a pergunta de Ludovico, falou que a sobremesa não tinha nome. Ludovico então resolveu chamá-la de “Pani de Toni”, dando origem ao nome.

Presentemente, o panetone é vendido em unidades, geralmente de 500 gramas. Nas últimas décadas, surgiram inúmeras variedades de recheios de panetone (Chocotone, Colomba Pascoal, Sorvetone, etc.).

Conheça a história do doce pé de moleque. Saiba Mais

Curiosidades sobre o Doce Pé de Moleque

pé de moleque

O doce tradicional pé de moleque, aqui no Brasil, veio por meio da cultivação da cana-de-açúcar pelo Martim Afonso de Souza e, por causa do tamanho de nosso país, acabou ganhando as características próprias em cada região. No sudeste e sul, ele está conectado à uma medida caipira, realizado à partir de mel das abelhas, mel de cana: a rapadura, o melado ou mesmo o açúcar refinado. Na cidade de Piranguinho, que se encontra no sul de Minas, é extremamente prestigiada pela sua invenção artesanal do conhecido pé de moleque mineiro, que é interesse no cenário nacional, conhecida como a capital do pé de moleque.

Na zona do norte do Brasil, o pé de moleque é popular como se fosse um bolo que faz papel da culinária junina, combinado com uma base de massa de mandioca agregado com o leite de coco, a castanha de caju, a rapadura, o café, o cravo, a erva doce, os ovos e a manteiga, depois é assado enrolado em folha de bananeira.

Poucos elementos que podem ser incorporados
O Bicarbonato de sódio pode ser utilizado, em qualquer receita e você em todo caso conseguirá ajustar a mudança que quiser. A única preocupação é de que as pessoas enxerguem que as transformações irão mudar a maneira tradicional e histórica de invenção do doce.

receita+pé+de+moleque+caseiro

O bicarbonato de sódio, seria um sal que vai fazer com que o caramelo se torne ventilado e se torna mais fácil de se quebrar. O doce não vai a ficar mais macio, senão não seria a aplicação do bicarbonato, e desse modo, passa a ser chamado de pé de moleque para ser dissemelhante do tradicional quebra-queixo.

A glucose tem uma obrigação de praticar a mistura muito mais grudenta e elástica, além de ser eficaz em poder interditar o ato livre da água, ou seja, o seu pé de moleque não se tornará mais sequinho por muito mais tempo, como ainda interrompe a sua forma de cristais.

Para a possibilidade de evitar a forma de cristais e deixar aquela aparência mais lisinha no caramelo é cabível usar a manteiga.

Como não foi aproveitado na fórmula o mel, acrescentei a manteiga e também fiz o uso de um ácido (suco de limão). A acidez quando complementado no doce faz com que a o açúcar refinado se rompa em dois tipos de moléculas de açúcar, evitando assim também a sua cristalização.

Como nem sempre é descomplicado de achar glucose em vários estados do Brasil, a fórmula foi estudada com os prováveis ingredientes para que todos possam estudar e poder obter uma festa junina extremamente gostosa e com bastante pé de moleque.

Agora que você já conheceu um pouco da história do pé de moleque, conheça um pouco mais sobre o Panetone. Clique Aqui